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Fundação Genésio Miranda Lins

INÍCIO

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UNIDADES CULTURAIS

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MUSEU HISTÓRICO DE ITAJAÍ

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EXPOSIÇÕES

Exposições

Literatura é Patrimônio: Vozes da Cidade

A mostra celebra os escritores e escritoras que ajudaram a construir a identidade cultural de Itajaí, reunindo memórias, documentos, objetos históricos e experiências interativas que valorizam a literatura como parte do patrimônio da nossa cidade.

A exposição busca fazer com que o visitante perceba as muitas formas pelas quais a arte registra, questiona e representa o mundo, refletindo, ao mesmo tempo, a trajetória cultural da cidade e o papel que a FGML desempenha na salvaguarda de sua memória. Ao celebrar seus 50 anos, a Fundação reafirma seu compromisso com a preservação e a difusão da história, arte e cultura da cidade de Itajaí.

Longa Duração

A exposição de longa duração do Museu Histórico apresenta um percurso pela formação e transformação de Itajaí, articulando território, sociedade, cultura e economia ao longo do tempo. Partindo do início da ocupação e do contato com os povos originários, o percurso aborda a colonização, a constituição da vila de Itajahy, a expansão urbana e o cotidiano da cidade, integrando objetos, imagens, vídeos e recursos cenográficos. O conceito da exposição destaca a relação entre o rio e o mar, as práticas religiosas e culturais, o trabalho, as relações de poder e as conexões internacionais, evidenciando tanto o patrimônio material quanto o imaterial, e construindo uma narrativa que valoriza a memória, a diversidade e a identidade histórica de Itajaí.

1 - Primórdios

A sala simula um barquinho formado por bancos enfileirados e navega pelo Rio Itajaí-açu. A exibição recria a visão que os primeiros colonizadores tiveram ao chegar ao Vale, avistando os grupos indígenas carijós e mais tarde as terras já ocupadas.

Este setor demonstra a chegada dos colonizadores, ocupação e exploração do território, tendo as figuras de João Dias de Arzão e Antônio Menezes de Vasconcelos Drummond contando através de vídeos a chegada até a cidade e como iniciou a exploração da madeira e o primeiro processo de ocupação do território.

Este setor traz elementos que reproduzem o início da cidade e representa a expansão urbana e objetos que formaram as casas e comércio deste período. Conta com uma maquete em papel machê produzida pelo artista plástico Agê Pinheiro, retratando as construções de Itajaí nas primeiras três décadas do século XX.

Este setor demonstra as práticas religiosas na cidade de Itajaí, abordando os ritos e a fé do itajaiense através de fotografias e vídeos das práticas religiosas da cidade. Expressões religiosas que conversam com a história de Itajaí estão representadas nesta sala: catolicismo, luteranismo, festa de Nossa Senhora do Rosário, festa do Divino Espírito Santo e rituais do candomblé e umbanda.

O “Rio e o Mar” demonstra a construção e reparo naval em Itajaí e região. Através de acervos e vídeos que representam a relação da cidade com esses dois elementos, através de acervos e vídeos que mostram desde a entrada de navios na barra do rio Itajaí-Açu em vários momentos de sua história, até as principais áreas de trabalho nos estaleiros de madeira e aço, bem como a construção e reparo naval em Itajaí e região. O espaço também evidencia o rio e o mar na sua importante dimensão econômica para a cidade.

O espaço do “Século XX” conta com armários alternando entre imagem de profissões e ofícios e os objetos que foram fundamentais para a economia e lazer da cidade de Itajaí no decorrer do século XX. Discutindo o cotidiano nesse período histórico, os objetos demonstram como as profissões foram modernizando-se e adaptando- se a realidade da cidade.

Este setor é representado pela relação que Itajaí possui com a cidade japonesa de Sodegaura. Ambas cidades assinaram, em janeiro de 1979, o contrato de Cidades-Irmãs, acordo de cooperação feito entre cidades, municípios, estados e províncias com o objetivo de promover laços culturais e de amizade. Os acordos de geminação entre os países começaram a surgir em 1947, logo após o fim da Segunda Guerra Mundial.

Este setor conta com acervos de numismática, armamento e de guerra. Apresenta as relações de poder econômico e militar, através do poderio bélico e monetário. Com moedas e cédulas desde o Império Brasileiro (1822), armamentos originais da Força Expedicionária Brasileira e acervos pessoais dos soldados que lutaram na Segunda Guerra Mundial.

O cotidiano da cidade é apresentado por meio de um conjunto diversificado de fotografias, que retratam Itajaí a partir de eventos políticos e sociais, bem como de suas construções e transformações urbanas.

Antigo setor jurídico da Superintendência Municipal de Itajaí, o espaço preserva as características e os moldes da época, contando com mobiliário original, como as cadeiras e a mesa utilizada pelo juiz.

Sala de exposição temporária

Peça do Mês

Troféu de participação no carnaval de 2003

À medida que o carnaval se tornou um grande evento turístico e comercial, a necessidade de organizar e premiar os participantes aumentou. Troféus de participação começaram, desde os anos de 1950/1970, a ser entregues para incentivar e garantir a presença de agremiações em desfiles ou concursos.

Assim, o Troféu de Participação surgiu para reconhecer o esforço, a dedicação e a presença cultural tanto de escolas de samba, quanto de blocos, agremiações ou indivíduos. Sua função é incentivar o engajamento cultural, homenagear e dar legitimidade (como um registro oficial) à valorização da participação como um reconhecimento artístico consolidado.

Entregue no Carnaval de 2003, o Troféu apresentado como a Peça do Mês, foi concedido a Jorge Brasil (Jorge José Brasil Neto – *Itajaí, 10 de janeiro de 1954 – +Itajaí, 11 de novembro de 2012). Jorge Brasil foi decorador, produtor, cerimonialista e montador de eventos (aniversários, casamentos, batismos, comunhões etc.). Figura importante no cenário cultural e social, mantinha uma coluna social no jornal Diário do Litoral (Diarinho). Participou do 2º Salão dos Novos (Fundação Cultural de Itajaí) em 2002, com a instalação As Faces da Fome (1ª: A Solidão; 2ª Desespero, 3ª O Caos), sendo-lhe outorgado o 2º Lugar.

Em 2025, o Museu Histórico de Itajaí promoveu a exposição Sons, Cores e Fantasias: Memórias do Carnaval Itajaiense, cuja mostra ofereceu uma série de fotos e materiais, destacando figuras emblemáticas do carnaval local, dentre elas, Jorge Brasil. Com suas fantasias suntuosas, muitas vezes produzidas de formal artesanal com materiais recicláveis, adereços e tecidos de cores vibrantes, Jorge se destacou nos desfiles de rua, dando brilho e cor ao evento.

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Exposição Sons, Cores e Fantasias: Memórias do Carnaval Itajaiense

Abertura: 06 de fevereiro de 2025
Encerramento: 10 de março de 2025

A exposição celebrou as raízes e a riqueza cultural do Carnaval, revivendo memórias e descobrindo histórias que fazem parte da cidade. Através de um acervo de fotografias, indumentárias, obras de arte e músicas que contam a evolução das celebrações carnavalescas em Itajaí rememorando a história e a cultura carnavalesca da cidade. Destacou a trajetória de figuras emblemáticas que se tornaram símbolos do Carnaval itajaiense, como Céia Maravilha, Valdir Ramos, Jorge Brasil e Elizelande Cardoso, além de valorizar as tradições que mantiveram viva essa festividade ao longo dos anos.

Abertura: 15 de março de 2025
Encerramento: 21 de junho de 2025

A exposição apresentou a trajetória e o legado de seis artistas que marcaram a cena cultural da cidade: Lindinalva Deólla da Silva, Márcia d’Ávila, Dircéa Binder, Karin Buba, Maria Ghislandi e Silvana Rocha. Esta exposição nasceu de um questionamento: onde estão as mulheres na história contada por este museu? Reunimos obras de artistas mulheres que integram o acervo do museu e ainda estão vivas, rompendo com a lógica póstuma que frequentemente cerca o reconhecimento feminino. Essa exposição se propôs a ser uma oportunidade para refletir sobre a importância da presença feminina na arte e se inspirar com obras que continuam a influenciar novas gerações.

Abertura: 17 de junho de 2025
Encerramento: 13 de outubro de 2025

A exposição apresentou objetos do cotidiano dos séculos XIX e XX que fizeram parte da história da cidade. Abordando as diferentes esferas do cotidiano – doméstico, escolar, religioso e trabalho. Entre os destaques, peças que pertenceram ao antigo Grupo Escolar Victor Meirelles, à antiga Câmara de Vereadores e a figuras históricas como Lauro Muller e Adolfo Konder.

Exposição Centenário do Palácio Marcos Konder

Há 100 anos, o Palácio Marcos Konder tornou-se um marco na paisagem urbana de Itajaí, testemunhando transformações, memórias e vivências que compõem a identidade da cidade. Para celebrar este marco, o Museu Histórico de Itajaí inaugurou a exposição que narra a sua história de construção e de ocupação ao longo dos anos.

A construção do edifício, cuja pedra fundamental foi lançada em 1920, representou um sonho da administração municipal e um avanço na urbanização itajaiense. O prédio foi idealizado pelo então superintendente Marcos Konder e projetado pelo arquiteto Jacob Goettmann, que inovou ao romper com a simetria tradicional para expressar os ideais republicanos. As três torres do edifício simbolizam os três poderes da República.

A inauguração oficial ocorreu em 22 de outubro de 1925, reunindo figuras importantes da época, como o governador Coronel Pereira de Oliveira e o secretário da Fazenda, Victor Konder. Desde então, o palácio se consolidou como um marco histórico e político, abrigando parte significativa da memória e da identidade de Itajaí.

Em 2025, com o tema “Museus e Mudanças Climáticas”, o Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM) propõe uma reflexão sobre esta importante temática. O Museu Histórico de Itajaí propôs a reflexão sobre as enchentes que marcaram a cidade e os desafios atuais frente às mudanças climáticas.