Porto de Cidadania

Histórico


   Utilizando uma das salas de sua residência, Manuel Marques Brandão abrigou uma coleção que incluía artefatos indígenas, documentos e publicações variadas de tal modo que compusera um “museu”. Sua coleção tornou-se significativa e bastante conhecida e o “museu” de Manuel Marques Brandão passou a ser local de referência histórica, de memória, de lazer e de cultura. Em 1930, a família doou todo o acervo existente ao Seminário de Azambuja (Brusque), que deu origem ao atual Museu Arquidiocesano Dom Joaquim.
   
   Decorridos 11 anos, em 1941 é fundado o Centro Cultural de Itajaí, com o propósito de fomentar atividades culturais na cidade a partir da criação de uma biblioteca e de um museu. A biblioteca “Vasconcelos Drummond” funcionou por mais de 20 anos. Quanto ao museu “Lauro Müller”, chegou-se a encomendar uma planta ao arquiteto Simão Gramlich (o mesmo que projetou a Igreja Matriz do Santíssimo Sacramento), mas a construção, de fachada monumental em estilo romano (ver Anuário de Itajaí de 2000, página 72), nunca foi erigida.
   
   Em 1959, o Centro Cultural de Itajaí retomou o projeto do museu, chamado agora de “Lauro Müller/Victor Konder”, encomendando uma nova planta ao arquiteto Marcos Konder Neto. Mas o projeto ficou impossibilitado e o museu nunca foi instalado.
   
   João Amaral Pereira (Itajaí – 1923/1983) um apaixonado pela história e preservação do patrimônio cultural sempre teve predileção por coleções. Foi na década de 1970 que decidiu instalar um museu na cidade e, em 1976, durante o IV Festival de Inverno de Itajaí (julho), ao visitar, na Igreja da Imaculada Conceição, uma mostra sobre a escravidão em Itajaí (organizada por Nóbrega Fontes) expôs sua idéia ao então prefeito, Frederico Olíndio de Souza, que logo apoiou a iniciativa. Dali iniciou-se as tratativas sobre os meios e recursos para a implantação do museu. Uma fundação cultural, como mantenedora, com autonomia administrativa, técnica e financeira, seria a fórmula legal. O modelo seguido foi o da Fundação Casa Dr. Blumenau. A denominação que se daria ao novo órgão da administração indireta do município foi sugerida ao Prefeito por Ary Garcia e pelo próprio João Amaral Pereira e foi aceita de pronto.
   
   Em 1° de dezembro de 1976, é sancionada a Lei n° 1.515 que instituiu a Fundação Genésio Miranda Lins. Entre 1977 e 1982, os trabalhos para a implantação da Fundação ocorreram por etapas. Primeiramente, fica determinada a instalação da sede no Palácio Marcos Konder e, consequentemente, a reforma do prédio. Em seguida são designados os primeiros funcionários (servidores municipais postos à disposição), que passam a recolher os acervos que viriam a compor os futuros Museu e Arquivo Históricos. Finalmente, ocorre a montagem da exposição de longa duração para a inauguração, em 05 de janeiro de 1982, do Museu Histórico.
   
   O Arquivo Histórico, a Biblioteca de Apoio e o Gabinete das Artes, implantados em 1985, também no Palácio Marcos Konder, são transferidos para as dependências da Casa Konder em 1998, passando à denominação de Arquivo Público de Itajaí. Em 2001, o Arquivo Público ganha prédio próprio: a Casa Lins. O imóvel, tombado pelo Patrimônio Histórico e doado pela família Lins, é restaurado, ganha um prédio anexo e passa, então, a abrigar a administração, as salas de pesquisa e todo o acervo do Arquivo, formando o chamado Centro de Documentação e Memória Histórica Genésio Miranda Lins.
   
   Em 2003, a Fundação dá início ao projeto de criação do Museu Etno-Arqueológico de Itajaí. O Museu que será instalado nas dependências da antiga Estação Ferroviária Engenheiro Vereza, uma edificação construída na década de 1920 e tombada pelo Patrimônio Histórico em 2002, contará com acervos arqueológicos e etnográficos oriundos da região do Vale do Itajaí, tem inauguração prevista para 15 de junho de 2009.
   

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